Mito: compradores sexuais respeitam as mulheres que compram

Escrito por Nordic Model Now!

Traduzido por Carol Correia, a fim de desmitificar a prostituição.


“Eu não sei ao certo por que essa ênfase está sendo colocada no ‘respeito’. Quando eu visito uma ‘dama’, respeito é a última coisa em minha mente.” Um comprador sexual.

“Como qualquer homem casado pode permitir que sua esposa trabalhe nessa indústria é algo que eu nunca vou entender… um homem que permite que sua esposa alugue o corpo dela para todo Tom, Dick e Abdul obviamente não tem respeito por ela.”

Uma breve introdução

Punternet.com é um site britânico onde compradores sexuais postam reviews sobre “acompanhantes”[1]; o site também hospeda um fórum de discussão. A palavra “acompanhante” neste contexto refere-se a uma mulher que (de acordo com a Punternet) escolheu livremente o emprego e trabalha como freelancer, não-forçada, em ambientes fechados (casa, bordel, sala de massagens, hotel). Esse é o tipo de prostituição que a maioria das pessoas acha benigna e que os clientes e o Coletivo de Prostitutas Inglês defendem apaixonadamente. Entrei no site em 2009[2], eu li resenhas e escutei as discussões.

Os comentários abaixo foram postados por compradores sexuais. Eles expõem como mentira as alegações que os clientes respeitam as mulheres que compram. Se uma acompanhante não satisfaz o ideal dos compradores sexuais (jovem, magra, obediente e ardente), ela é insultada e chamada de “puta” ou “cadela” e chamada de “coisa” ou similares. Os clientes alegam nunca explorar aquelas que parecem não querer, forçadas ou drogadas, e ainda assim as citações provam que isso não é verdade e revelam que os clientes não se importam com o conforto, bem-estar ou saúde da acompanhante.

Desrespeito relacionado à sua idade e tamanho

As acompanhantes mais desejáveis são as mais jovens da idade permitida por lei, dezoito anos, e com os corpos mais pequenos. Quanto mais uma acompanhante se desvia disso, mais ela é desprezada. Mesmo clientes em seus sessenta anos consideravam uma acompanhante vinte anos mais nova como “velha demais” e merecedora de insultos.

“Eu viajei para ver Sinead. Quem não viajaria para isso? Tamanho 36, 18 anos!!!”

“O corpo dela não é tão firme e estreito como deveria ser para alguém com 22 anos, sem chance, mais para 32 anos”

“Esta moça chegou a sua data de validade” [escrito por ‘Vovôzinho’]

“Acima [do tamanho 42] e eu sentiria que eu estava lutando com uma lutadora de sumô”

“Não a gordas… sentiria como se estivesse me traindo se pagasse por uma gorda”

“Descreve-se como… tamanho 44… Ela deve ser tamanho 48. Tudo o que eu queria era sair de perto dela o mais rápido possível.”

“Ela estava atrasada e dois tamanhos maior”

“Loira de 19 anos… precisa perder um pouco de flacidez ao redor do umbigo”

“Garota legal, mas muito gordinha”

“Parecia mais velha e mais gorda [tamanho 44 em minha opinião comparado ao tamanho 8 da propaganda]. Foi uma simples fraude e, logo, eu nunca mais verei Somaya novamente”

“Essas falsas se safam com isso porque a indústria não é regulada. Não é como ir a uma loja, onde o consumidor tem direitos”

“Se você gosta de transar uma velha enrugada e esquelética, então a visite”

‘Eu tenho 20 e poucos anos e imaginei experimentar uma senhora mais velha… ela estava com 50 e poucos anos, mas eu estava determinado a comer uma buceta mais velha… Quando eu como alguém, eu como MESMO! e dentro de um minuto ela estava me pedindo para pegar leve. Eu comecei a bombear ela novamente, ela me disse que eu realmente sabia como foder uma menina (ou no seu caso uma cadela velha). Não queria envergonhar a puta velha gozando em seus seios ou em seu rosto.

“Ela aparentava estar mais próxima dos 60 que 50 anos, mas eu aproveitei o máximo dela e a chamei de puta chupadora de pinto. Eu disse fique de costas e tome um pau de verdade sua vadia, eu perguntei se eu podia xingar ela antes, pois essa seria a única forma de que eu pudesse manter a ereção com esse tipo de mulher”

Ignorando a aversão óbvia dela

Os proprietários e usuários do site declaram que apoiam, revisam, patrocinam e aprovam apenas as acompanhantes que estão trabalhando na prostituição por vontade própria. No entanto, quando o comportamento de uma acompanhante mostra aversão, até mesmo repugnância, a única preocupação dos clientes é que eles não estão recebendo o que pagaram.

“Ela realmente odeia seu trabalho e está descontando nos homens. Por que se tornar uma profissional se você não puder realizar seus deveres?”

“Ela era distante, desinteressada e bastante fria, não tinha bom desempenho e não se importava nem um pouco com o cliente pagante.”

“Pouco foi oferecido em termos de serviço, entusiasmo, capacidade de resposta ou conversa. Se ela tivesse trabalhado em outro lugar, provavelmente teria sido demitida.”

“Eu poderia ter literalmente transado com o travesseiro e conseguido mais resposta… Eu estou pagando por isso e espero um serviço decente… Eu só posso supor que ela odeia o que ela faz.”

“Uma puta russa… sua mente estava em outro lugar desde o começo. Parecia entediada, sem interesse algum.”

“Eu pensei que ela estava dormindo. Nenhum barulho, olhos fechados… Então meti um pouco mais forte e mais rápido e tudo acabou.”

“Ela obviamente não gosta de fazer isso e nem faz um esforço para fingir que gosta.”

“Ela estava muito desinteressada e claramente não gosta do trabalho dela, ela até me disse, o que não me encheu de confiança.”

“Ela deixou claro que só estava fazendo esse trabalho por necessidade financeira absoluta e não gosta disso”.

“Parecia muito desligada e desinteressada … Um desempenho bem robótico. Era como ser tratado como um carro velho sujo passando pela lavagem do carro. A menos que ela comece a se divertir um pouco mais, não importa o quão jovem ela seja, eu não voltarei.”

“Sua doçura, simpatia e feminilidade diminuem gradualmente para revelar uma personalidade mais fria e desagradável. Talvez elas comecem a desprezar secretamente os homens e começar a vê-los como objetos que entregam dinheiro.”

“[Foi] o tipo de experiência que você tem com sua namorada quando ela não quer uma transa, mas você a incomoda o suficiente para transar.”

“Ela era como um pedaço de carne… então eu achei melhor colocar meu pau na boca dela e ao invés de me dar um boquete ela começou a me masturbar… eu não paguei por uma punheta! Eu coloquei o preservativo e comecei a transar com ela! Eu pensei que já que paguei, então é melhor eu foder com força! Eu decidi colocar as pernas nos meus ombros e estava metendo com força!”

“Estou farto de pagar por sexo, recebendo nada mais do que tratamento robótico e recebendo um sorrido quando saio do lugar.”

“O evento principal foi como transar com um peixe morto (Nenhuma reação dela em tudo).”

“Ela não estava nem um pouco interessada… fria e monossilábica… tão animada quanto um cadáver.”

“A garota [coreana] obviamente não queria se apresentar… Talvez tenha a minha idade (mais de 50 anos) e ela estivesse esperando alguém mais jovem – mas afinal, não é por isso que vamos, imaginar que somos jovens e sexy novamente? Eu posso apreciar o desinteresse físico, mas suas habilidades sociais estavam faltando. Ela não demonstrou desgosto – isso é compreensível… apenas falta de qualquer coisa. Talvez fosse o jeito dela de se cortar [da vida].”

“Eu senti como se estivesse metendo um androide na sua maior parte.”

“Ela estava tão sem vida, silenciosa e sem entusiasmo! Estava imóvel e silenciosa por toda parte, estava feliz por eu gozar para que isso acabasse!”

“Ela me permitiu gozar em seu corpo, mas isso ela claramente odiava e correu para o banheiro para limpar e tomar um banho.”

“Bastante relutante, tenho a sensação de que ela queria se safar fazendo o mínimo possível.”

“Menina do Leste Europeu sem uma palavra de inglês. Sem espírito, atitude forçada e um completo desinteresse desde o começo.”

“Quando pedi um pouco de participação de sua parte, ela disse: ‘Minhas pernas estão abertas, não é o suficiente?'”

“Senti como se ela estivesse passando por algo… precisa aprender um pouco de dedicação ao seu trabalho.”

“O comportamento dela e o serviço eram muito ruins… me deu um boquete completamente desinteressado. De vez em quando ela aparecia para respirar e movia a mandíbula de um lado para o outro, esfregando o rosto e franzindo as sobrancelhas… Eu perguntei se ela lambia as bolas… pelo que ela reagiu como se fingisse estar doente e disse ‘Não’. A essa altura, seu desejo óbvio de terminar o encontro me irritou totalmente… Ela… começou a me contar uma história pessoal extremamente triste… Ela parecia que ia chorar, mas seguiu em frente… Eu me sentia uma merda, como se estivesse abusando da pobre garota. Eu gozei, momentaneamente, ela deixou alguma emoção passar por seu rosto e depois voltou a uma carranca. Eu me vesti e saí, completamente chateado e me sentindo enganado, um bastardo e o mais baixo dos baixos. Garotas assim não deveriam estar trabalhando. É precisamente por isso que a indústria precisa de regulamentação e é necessário introduzir algum tipo de proteção ao cliente… Eu também estou completamente aborrecido. Eu precisava me animar porque a minha vida deu um grande descida, mas os Céus só conseguiu me fazer sentir pior.”

“Nenhum contato visual… gemido falso, nenhum entusiasmo real. Ela realmente precisa desenvolver sua rotina/atitude.”

“Ela não fez nada, nem sequer me tocou… Essa foi uma performance preguiçosa e sem inspiração… ela só está interessada em receber o dinheiro”.

“Ela estava completamente desinteressada e não fez nenhum esforço, um desempenho absolutamente sem brilho… e ela não podia esperar para sair do quarto.”

“Completamente descomunicativa… empurrou um monte de lubrificante na sua bunda… ficou claro que isso só poderia ser uma punheta no corpo da garota.”

“O comportamento dela estava quase catatônico. Sua expressão facial nunca variou. Ela parecia uma colisão entre o tédio e a indiferença. Ela subiu a bordo e começou a se mexer. Expressão facial inalterada e olhos mortos.”

“Ela… me deixou fazer sexo apenas comigo por cima, ela fechou os olhos e foi quase como se ela tivesse adormecido.”

“Completamente desinteressada. Olhos bem abertos e parecendo entediados… Eventualmente pensei, melhor fodê-la e ir embora.”

“Durante o sexo, fiquei realmente impressionada com o silêncio dela, quero dizer, ela realmente estava em outro lugar.”

“Esta garota é uma garota absolutamente frígida… Ela só disse foda-me e vá.”

“Por que essas moças não podem ter um pouco de valor? Fuder era mecânico e sem paixão da parte dela. Tive um vislumbre dessas europeias orientais que querem ganhos ilícitos, mas só dão um espetáculo de 3ª categoria.”

“Eu apenas meti e ejaculei dentro dela, ela podia muito bem ter feito suas unhas.”

“Ela agiu como se não quisesse estar lá. Ela era chata, desinteressada e um desperdício de dinheiro.”

“Ela parecia completamente desinteressada e só abriu as pernas – uma boneca inflável seria melhor e mais barata”.

“Eu fiquei por cima, ela estava evitando contato visual e estava deitada imóvel enquanto eu a fudia [e penso] sobre algo melhor do que a coisa na cama.”

“Fria, clínica, hostil e a ser evitada. Espero que eles a mandem de volta para a Romênia.”

“Tinha a sensação de que ela realmente queria estar em outro lugar… para ser honesto, isso reduziu meu tesão um pouco.”

“Ela chegou parecendo chateada… a falta de entusiasmo mal foi escondida. Ela subiu em cima e eu tenho que dizer que acho que ela deliberadamente tentou me machucar. Ela se apoiou no meu peito com tanta força que tive que admitir e pedir para mudar de posição. Agora, eu sou um cara bem musculoso e ela é muito pequena, então exercer tanta pressão a ponto de machucar deve ser deliberada, se não subconsciente… “

“Morgan simplesmente não queria estar lá. Talvez seja a crise de crédito que a forçou a se vender para pagar a hipoteca.”

“Toda tentativa de intimidade foi bloqueada com uma virada de cabeça.”

“Sentou-se na cama o mais longe possível de mim, sem fazer nenhum movimento para se envolver comigo… Foda negligente. Gozei. Fui embora.”

“Menina do Leste Europeu sem saber uma palavra de inglês. Sem espírito, atitude forçada e completo desinteresse desde o começo.”

“Eu meti em sua buceta enquanto ela tentava dormir um pouco.”

“O inglês dela é muito limitado e ela deixou bem claro através de sua linguagem corporal que ela preferiria estar fazendo outra coisa.”

“Ela parecia boa o suficiente, mas foi prejudicada pela indústria e parece estar passando por uma rotina de robô, sem qualquer apego ao seu cliente.”

“Eu realmente não acho que ela gosta desse trabalho… faz você se sentir um pervertido transando com um cadáver que não para de desviar o olhar.”

“Eu senti como se estivesse movendo um saco de batatas ao redor da cama… foi como enfiar meu pau em um cadáver.”

“Deixou-me fodê-la, mas ela apenas ficou imóvel, eu tirei o preservativo antes de gozar e me masturbei até ejacular no rosto dela.”

“Nenhum contato visual, rígida como uma placa. Queria ter comprado uma boneca de borracha na loja de adultos e provavelmente teria me divertido mais com isso.”

“Sua expressão facial estava completamente envidraçada e desinteressada… ela simplesmente ficou deitada lá”.

“Ela foi fria e distante… [ela] colocou um pouco de lubrificante na buceta dela e abriu as pernas, ela parecia com alguém esperando por algo terrível, eu queria ir embora, mas… só para ter o valor de meu dinheiro, eu passei a fazer sexo, parecia terrível, ela fechou os olhos e pareceu como se estivesse morta.”

“Ela se deitou na cama como um saco imóvel de batatas… Eu estava fazendo o melhor que pude para conseguir o valor do meu dinheiro. Liguei para a agência assim que saí de casa e disse a eles que a atitude dela era horrível.”

“[Garota de Cingapura pequenina] acabou sendo a garota mais indiferente com quem eu já transei. Ela não recuou tanto do meu toque, como congelou, paralisada no local, então eu apenas deixei ela ficar de barriga pra cima para eu ter…. o sexo pelo qual eu paguei… Eu pensei que cachorrinho seria o caminho a percorrer, o bônus adicional sendo que eu não tive que olhar para a expressão mal-humorada dela dessa maneira.”

“Ela realmente odeia esse trabalho e está feliz em lhe contar isso.”

Um cliente avaliou a atitude das muitas acompanhantes que ele havia usado. 80% foram incapazes de esconder sua antipatia.

Ativamente não gostam 5%
Passivamente não gostam ou “eu consigo suportar isso” 10%
Desinteresse em como o cliente está se excitando 45%
Desinteresse, mas com alguma curiosidade no estado do cliente 20%
Atenção em fazer coisas que aumentem o prazer do cliente 15%
Melhor que isso: atenção positiva e ativa 5%

 

Não se importando que ela estivesse drogada

“Pequena, anoréxica, loira drogada… sem peitos e uma morena magra, alta e drogada… ambas hediondas.” [Ele ainda a usou.]

“Quando ela expôs seus braços, a evidência de um hábito de drogas HORRÍVEL era aparente com as marcas em seus braços impossíveis de disfarçar.” [Ele ainda a usou.]

“Minha primeira impressão quando a vi foi ir embora, mas por 10 libras eu pensei em dar uma chance… Ela tinha os olhos fechados, eu poderia dizer que ela estava drogada, definitivamente derrotada… isso me deixou muito bravo.” [Ele ainda a usou.]

“Julgando pelo seu corpo ela está, obviamente, drogada.” [Ele ainda a usou.]

“Seja cuidadoso com essa garota, nem tudo é o que parece, acho que ela é quimicamente assistida” [Ele ainda a usou.]

“Esta COISA é um perigo para a saúde real. Ela estava meio adormecida definitivamente sob o efeito de drogas, vi um cachimbo em sua mesa e ela fedia e parecia suja.” [Ele ainda a usou.]

“Ela tinha cerca de 26 anos, (talvez apenas 19 anos, mas a vida dura envelheceu prematuramente?) e, uma vez que suas roupas estavam fora, as coisas pioraram. Tetas flácidas devido a uma criança, dolorosamente magra com hematomas.” [Ele ainda a usou.]

“Ela realmente não estava afim e claramente não queria estar lá… Sexo era apenas uma transa comum em que Amanda simplesmente não participava.”

Desrespeitando seus desejos, limites e autonomia

“Ser informada sobre o que eu faria pelo meu dinheiro, meio que fez sentir que eu seja um pouco trouxa”.

“Eu escolhi Roxy porque ela faz anal, mas sem chance! Que tal um beijo, então? Ela virou a cabeça constantemente.”

“Sem oral e sem anal. O comentário anterior dizia que ela nunca diz ‘não’, mas descobri que havia muitas vozes perturbadoras de ‘não’ enquanto eu tentava assumir a liderança.”

“O site descreve Alexis como ‘uma senhora muito simpática, com personalidade aberta e que pratica basicamente todos os serviços’. Errr, não! Tudo o que ela disse foi: ‘Não, eu não faço isso ou eu não gosto disso!’”

“[Húngara de 18 anos] aparece… parecendo infeliz… Poderia muito bem ter comprado um manequim, pelo menos o manequim não recusaria 99% do tempo. Sem gozo na boca, sem beijos. Não sorriria ou responderia de qualquer maneira, além do constante bocejo. Completo e total roubo.”

“Ela consistentemente apresentou uma desculpa após a outra, misturada com recusas contundentes para fazer qualquer coisa corretamente ou como pedi a ela. Ela se recusou a ir para onde eu pedi, ela recusou qualquer posição que eu pedisse.”

“Eu pedi a ela para ir para o topo que ela estava relutante em fazer e se recusou a fazer qualquer trabalho e eu fiquei flácido, então no final eu tive que manipular o corpo dela que depois de um tempo era como foder uma garota inconsciente, o que era um pouco desconcertante. Enquanto, eu me vestia, ela gemia de como não gostava de ficar no topo.”

“Tudo o que ela fez foi gemer, gemer e gemer de dor. Não toque nisso, não faça isso, não coloque nenhum peso em mim.”

“Totalmente desinteressante mastigando chiclete… [Ela] mudou-se para uma posição em que ela não podia me tocar nem eu podia tocá-la… Lixo maldito, com os olhos fechados, seguido por uma porra de sua buceta cheia de lubrificante desleixada. Total desperdício de tempo e dinheiro. Há um aviso na porta do quarto – ‘não há reembolso’ – presumivelmente por causa de todos os clientes que se queixaram do serviço de merda. Há um guarda também, presumivelmente pelo mesmo motivo.”

“Quando pedi [oral sem camisinha], ela se ofendeu, dizendo que eu deveria mostrar respeito (eu estava pagando por um serviço!)”

“Quando perguntei sobre anal, disseram-me que não estava disponível no primeiro encontro! Bem, eu não estou começando um relacionamento com você, querida. Eu só quero te foder na bunda!”

“Blaise foi uma grande decepção… bastante dominante e dizendo: ‘Faça isso, não faça isso’ e isso foi um pouco chato.”

“Ela tem uma ideia exata do serviço que presta – ela lhe diz exatamente o que fazer e onde ficar de pé ou sentada (não em uma espécie de dominadora, apenas no caminho de uma velha perniciosa) e não vai deixar você fazer o que você quer. Ela está alheia ao fato do que você está pagando para fazer (dentro da razão e dos limites acordados, é claro) o que você quer, não o que ela quer que você faça.”

“Não poderia levantar as pernas para mais entrada. O que eu tive que aceitar, o que não foi muito agradável.”

“Bailey não me deixou penetrar completamente e deixou a mão dela no meio (insistindo que o preservativo pode rasgar). Isto foi realmente acabou com meu tesão.”

“Ela começou meio bloqueando sua buceta com os dedos e dificultando muito a penetração.”

“Ela insistiu em uma posição desconfortável com uma perna para cima e outra para baixo – obviamente destinada a limitar a penetração – e limitou qualquer prazer também.”

“Típico, como muitas garotas asiáticas britânicas, a menos que elas sintam que estão no controle e no poder e ditando as ordens que eles não querem saber. Evite como a peste.”

“Tetas fantásticas, mas disse que eu não podia tocá-las, pois ela estava esperando a menstruação dela em breve e elas estavam sensíveis (eu já estava começando a me sentir enganado).”

“Eu fui ver Kim [tendo ouvido que] ela era um squirter[3]. No entanto… o squirting não ocorreu, Kim disse que ela tem que “estar no clima”… não vale a pena pagar por meia hora.”

 

A “experiência de namorada” [the girlfriend experience]

Alguns compradores sexuais querem uma “experiência de namorada” (GFE). A acompanhante age como se ela fosse a namorada do comprador, o que significa fazer qualquer coisa sem reclamar e fingir que gosta disso.

“Havia muitos ‘não faça isto ou aquilo’ para que este seja uma ‘experiência de namorada’ agradável.”

“Muitas prostitutas simplesmente não são capazes de apresentar uma ‘experiência de namorada’ convincente, o que dificilmente surpreende quando muitos delas odeiam tudo sobre o trabalho”.

“Comum pra caralho, prostituta húngara mastigando chiclete… Transpareceu que ela tinha sido fudida toda a tarde e aqui estava eu… esperando algum tipo de experiência de namorada. Então eu fudi ela o mais forte que pude na posição cachorrinho, consegui alguns ganidos dela, mas ela estava bem acostumada com isso.”

“Eu só queria passar algum tempo de qualidade com uma moça simpática. Em vez disso, recebi uma prostituta desvergonhada.”

Desrespeitando seu desejo de não se machucar fisicamente

Apesar das alegações de que os clientes estão preocupados com o bem-estar das acompanhantes, as mulheres que demonstram dor são tratadas como um incômodo e falhando em prestar um serviço. Uma queixa frequente é que, depois de especificar que ele quer uma menina pequena, ela não pode aguentar sem sentir dor do pênis ou os dedos de um homem ocidental, nem seu peso corporal ou a penetração. Se ela tentasse se proteger da dor e da lesão, os clientes reclamavam.

“[Asiática bem pequenina] estremeceu e reclamou que meus dedos eram muito grandes… ela começou a perguntar ‘você quer colocar preservativo agora, chefe’… Depois de um tempo eu pedi anal… ‘Não, você é muito grande, chefe’. Inútil.”

“Perguntei se ela queria ficar por cima primeiro, o que ela fez com a cabeça virada para baixo no meu pescoço… Quando perguntei se ela podia se sentar, me disse que não, você é muito grande.”

“De brincadeira, dei-lhe uma pequena palmada. Ela respondeu rapidamente dizendo: ‘Não me espanque. Eu sou um tamanho 36 com quase nenhuma gordura, então dói’”.

“Ela não queria ficar em cima de mim… e, quando eu tentei ficar em cima, ela reclamou do meu tamanho, me dizendo a besteira de que eu sou muito grande.”

“Jovem puta de Portugal… reclamou que eu tinha um ‘pau grosso’ e que era um problema para ela! Eu pensei: bem, se você não lidar com isso, encontre outro emprego!”

“Sua buceta estava inchada e dolorida… Ela me disse que estava muito cansada e que a agência fazia com que ela trabalhasse o tempo todo.”

“Peitos doloridos demais para chupar… tentei transar com ela, mas novamente as pernas costumavam impedir a penetração total, tentavam empurrar com mais força, disse “não tão forte”… Se eu pagar por uma trepada eu espero trepar.”

“Sem chupar peitos e sem tocar nos seios dela por causa de seus peitos que a fizeram sentir dor.”

“Eu não poderia fazer isso, eu não poderia fazer aquilo. Havia muito pouco que eu era capaz de fazer… reclamei que ela estava dolorida.”

“[Ela disse] Acabei de terminar uma consulta de 2 horas e minha telula está realmente dolorida.”

“Continuou dizendo e gemendo de dor que eu estava machucando ela! Continuei não tão fundo em muitas posições (ela ainda gemeu de dor).”

“A pele flácida no estômago foi o suficiente para me afastar, mas a dor óbvia em que ela estava enquanto transava acabou me arrematando.”

“Ela começou a sangrar muito e cobriu minha toalha, lençóis, travesseiros, etc. com sangue. Absolutamente repugnante… ela se desculpou e disse que não esperava que isso acontecesse, já que sua menstruação não desce há tempos. Eu dei a ela o rolo de papel higiênico e ela estava usando o rolo para tentar conter o sangramento. Foi uma experiência doentia que eu prefiro esquecer.”

“Essa garota [chinesa] não falava muito inglês e parecia muito distante e desinteressada… sangue na camisinha, sangue na minha região pública… Eu não podia acreditar nisso… agora vou ter que fazer uma visita à clínica… ótimo! No geral, muito pouco tempo, o dinheiro foi desperdiçado.”

Nojo, ela está fazendo pelo dinheiro.

Apesar de que clientes fazem bem claro que eles ‘contratam’ acompanhantes apenas por sexo, mas eles ficam ofendidos se eles sentem que ela está transando apenas pelo dinheiro.

“Ela aparenta estar fazendo apenas por dinheiro”

“Garota boa o suficiente, mas ela não está na linha certa de trabalho, ela apenas está tentando fazer algum dinheiro…”

“Ela contou seu dinheiro duas vezes, isso é tudo que importa [para ela]”

“A cada metida do meu pau, ela está lá deitada pensando ‘“£5, £10, £15, £20’ … uma vez que você atingiu o que pagou… ela perde o interesse”

“Ela estava completamente desinteressada, tirando a parte de tirar meu dinheiro”

“Você consegue ver que ela não aprecia seu trabalho e apenas o faz pelo dinheiro”

“Ela foi indiferente e distante, desatenta, interessada apenas no dinheiro”

“Muitas garotas de programa amam o dinheiro, mas odeiam o trabalho e deveriam fazer outra coisa”

“Eu aposto que ela estava aqui apenas pelo dinheiro!”

“Aparentou ser completamente orientada pelo dinheiro”

“Ela é muito materialista”

“Eu perguntei a ela porque ela fazia esse trabalho. Ela respondeu: ‘O que você acha? Eu tenho um monte de dinheiro, então irei me tornar uma prostituta (?)’”

“Ela… não se moveu, os olhos dela fecharam como se ela desejasse estar em uma escola ministrando aula ou fazendo anotações em um escritório… Supostamente, um cliente deveria estar se divertindo, mas não pela atitude dela. Você deve estar no jogo errado, querida, não é adequado fazer isso apenas pelo dinheiro”.

“Típica de acompanhante ruim que está fazendo apenas pelo dinheiro”.

Abusando mulheres traficadas e obviamente forçadas

A Punternet pede que os clientes reportem à polícia caso suspeitem que uma mulher possa ser traficada ou coagida[4]. Uma pesquisa realizada no fórum em 2007 perguntou: Você reportaria à polícia se você acha que a garota foi traficada? 84% disseram que sim, mas 16% disseram que não. Dois clientes que votaram ‘não’ adicionaram:

“Eu acho que devemos nos concentrar em sermos clientes ao invés de ativistas de direitos das mulheres. Você sabia que, independentemente de encontrar ou não a chamada mulher traficada (o que quer que isso signifique), o ato de comprar sexo contribui para a exploração das mulheres, embora você pessoalmente não possa enfrentar o impacto de imediato. Vergonhoso. Eu desistiria de comprar sexo imediatamente se eu fosse uma pessoa moral.”

“É apenas uma transação comercial para mim, eu não me preocupo com a forma como a garota em Tesco tem que estar nesse trabalho, eu não poderia me importar menos e o mesmo vale para as garotas que eu vejo em salões ou nas ruas. Ou em férias, elas vendem um serviço e eu estou comprando, só isso.”

Ficou claro, a partir de alguns comentários, que os clientes tinham encontrado mulheres traficadas, prostituídas ou forçadas, mas passaram a usá-las, independentemente disso.

“[Menina húngara de 18 anos]. Meu palpite é que ela foi forçada a isso e eu duvido de sua idade… Não fico impressionada com húngaras, nenhum pouco.” [Ele ainda a usou.]

“[Uma menina tailandesa muito pequena] virou a cabeça para um lado e fechou os olhos com força. Eu perguntei se ela estava bem? Eu estava machucando ela? Ela disse que era okay continuar apenas que eu gozasse rápido! … Eu saí de dentro dela. Ela então ficou preocupada que ‘o que você não gosta de mim’, ‘você não me acha sexy’ … eu disse para não se preocupar que eu simplesmente ia embora. Mas ela parecia estar preocupada com se ia estar em apuros, eu estava então preocupado se ela tinha um cafetão ruim que descontaria nela se eu saísse cedo, então eu deixei ela tentar me fazer gozar com as mãos… Então, eu saí sem dizer muito; e nem ela.”

“Visitei… uma menina japonesa que não parecia muito boa e durante minha visita me mostrou um pedaço de papel escrito ‘eu não tenho escolha’ várias vezes. A pergunta é: ela está livre ou está presa, incapaz de fugir por criminosos que a estão usando?” [Ele ainda a usou.]

“A primeira vez que me senti mal com toda a experiência de comprar sexo. Muito no ‘lado escuro’ de comprar sexo, como às vezes é descrito nos jornais… Não recomendado, a menos que você queira fazer algumas perguntas difíceis sobre você mesmo depois.”

“A porta de entrada do apartamento foi trancada em duas voltas e o guarda [isto é, o cafetão] manteve a chave. Definitivamente, um risco de incêndio e uma empregada seria preferível…. Eu só voltaria para uma garota diferente e de preferência sem o músculo. As fechaduras das portas são perigosas (e ilegais!)”

“A última gota desta visita foi encontrar o guarda de segurança do lado de fora da porta do quarto esperando por mim quando eu saí.”


[1] Entre 1999 e 2009, os membros do Punternet publicaram mais de 90.000 avaliações de acompanhantes. Catherine Bennett escreveu que os homens do Punternet “submetem seus relatórios com o mesmo tom justo e facilmente ofendido que os inspetores amadores do Good Food Guide”. The Observer, 20 de outubro de 2005.

[2] Eu sou um homem que há muito tempo se preocupa com o abuso de mulheres na prostituição.

[3] Nota de tradução: squirter é a mulher que faz squirting.

[4] Os proprietários do site afirmam que eles são contra o tráfico ou o proxenetismo.

Homens: pagar por sexo é incompatível com igualdade de gênero

Escrito por Michael Flood

Traduzido por Carol Correia


A maioria dos homens na Austrália diz que respeita as mulheres. A maioria dos homens na Austrália diz que apoia a igualdade de gênero – que as mulheres devem ter os mesmos direitos e responsabilidades que os homens. Mas você não pode respeitar as mulheres e pagar por sexo delas.

Pagar uma mulher para fazer sexo com você é incompatível com a igualdade de gênero. É incompatível com os princípios de respeito e justiça.

A maioria dos homens na Austrália diz que a violência contra as mulheres é inaceitável. Mas se os homens realmente rejeitam a violência contra as mulheres, também temos que ser críticos em relação à prostituição.

Não presumo que todo homem que paga por sexo com uma mulher a trate com crueldade ou hostilidade. Não presumo que a maioria das interações sexuais comerciais envolva violência ou coerção. Mas também está claro que, para muitos homens, o uso de prostitutas é moldado por atitudes hostis em relação às mulheres, um senso de direito e uma falta de cuidado com o bem-estar das mulheres. Não presumo que toda mulher (ou homem) que vende sexo seja profundamente vitimizada ou oprimida. Mas também está claro que a violência e o abuso são comuns na indústria do sexo e que a prostituição é moldada em grande parte por desigualdades mais amplas.

A prostituição, como instituição, é sobre privilégio. O privilégio de comprar acesso a grupos de pessoas socialmente desvalorizadas: principalmente mulheres, mas também pessoas trans, homossexuais e outros. Na prostituição, os corpos de outras pessoas tornam-se mercadorias. Outros corpos se tornam objetos para consumo masculino (Triviño, 2016).

A prostituição é construída sobre a desigualdade. A prostituição reflete as desigualdades de gênero e mantém essas desigualdades. A indústria do sexo baseia-se no direito dos homens aos corpos sexualizados das mulheres e nas opções mais limitadas das mulheres para a independência econômica (Coy et al. 2016). A prostituição é construída com base nas desigualdades de gênero, classe, raça e sexualidade.

O ponto fundamental para os homens é que comprar sexo não é um direito. Não devemos ter o direito de comprar acesso ao corpo de outras pessoas.

E a compra de sexo não é uma “necessidade”, algum tipo de imperativo biológico que todos os homens têm. Em vez disso, pagar pelo sexo é uma escolha. Os homens fazem escolhas sobre o pagamento pelo sexo e essas escolhas, é claro, são moldadas por normas culturais mais amplas sobre o que é aceitável ou inaceitável.

Então, temos que atender à demanda – a demanda por prostituição. Precisamos de leis e políticas que criminalizem e desencorajem a compra de sexo. E além disso, precisamos de uma mudança cultural, para mudar as normas do sexismo e do direito sexual masculino que estão na raiz da prostituição. Como parte disso, precisamos de novas visões positivas da sexualidade masculina. Temos que desafiar as construções tradicionais da sexualidade masculina, baseadas no domínio, na desconexão e no direito, e construir novas formas positivas de sexualidade masculina, baseadas no consentimento, respeito, justiça e prazer mútuo.

Homens têm um papel fundamental a desempenhar. Primeiro, coloque sua própria casa em ordem. Não pague por serviços sexuais: não faça sexo com ‘trabalhadoras de sexo’, nem visite clubes de strip-tease, nem dedique seu dinheiro à indústria do sexo. Aprenda sobre os danos da prostituição e pornografia. Apoie os esforços feministas para desafiar a violência e o sexismo na prostituição. Prometa seu apoio ao modelo nórdico, que busca desafiar a demanda por sexo comercial. E, acima de tudo, faça um compromisso pessoal de nunca usar ou apoiar qualquer forma de exploração sexual e de falar contra o sexismo, a violência e o abuso.

O modelo germânico está produzindo o inferno na terra

Discurso de Dra. Ingerborg Kraus em Vancouver, Canadá, em 20 de setembro de 2016 para “International Approaches to Prostitution: Sweden, Germany, Canada” para uma plateia de 200 pessoas no Orpheum Annex.
A apresentação foi patrocinada por Aboriginal Women’s Organizing Network; Asian Women Coalition Ending Prostitution; Formerly Exploited Voices Now Educating; Foy Allison Law; Resist Exploitation, Embrace Dignity; University Women’s Club of Vancouver; Vancouver Rape Relief and Women’s Shelter e foi reproduzida no Trauma and Prostitution
Traduzido pelo Feminismo Radical Didático

Prostituição sempre foi legal na Alemanha, exceto por um curto período de tempo no início do século 20. [1] A Alemanha instituiu uma lei em 2002 que tentou transformar a prostituição em um trabalho como outro qualquer. Os políticos pensaram que não era a prostituição em si o problema, mas a discriminação das mulheres (prostituídas) pela sociedade e o lapso de direitos que elas tinham.

Considerando o problema dessa perspectiva, eles quiseram fortalecer as mulheres o melhor possível. (Eles disseram): prostituição não deveria mais ser vista como algo “contra os bons costumes”, mas como um trabalho. De agora em diante, as mulheres seriam consideradas trabalhadoras, “trabalhadoras sexuais”. E se elas são trabalhadoras, elas deveriam ter os mesmos direitos que qualquer trabalhador que gerencia um negócio ou um empregado em outra atividade, como ter seguro social, ou se seus direitos não forem respeitados, elas deveriam ter o direito de reclamar por vias legais. O estado não queria regulamentar as práticas sexuais. Eles disseram que ninguém pode dizer como as pessoas deveriam fazer sexo. E como eles tinham um negócio, eles também estavam liberados para fazer propaganda dele. Então a nova lei revogava a restrição de promover a prostituição.

Quinze anos depois da aprovação da lei, os resultados são os seguintes:

Nós estamos observando uma industrialização da prostituição

· A renda total é de 14,6 bilhões de euros com 3.500 bordeis legalizados [2]. Esses não os números oficiais. Há muitos bordeis não legalizados.

· A criação de megabordeis com a capacidade de acomodar aproximadamente 1000 clientes de sexo de uma vez ou até mais. [3]

· O crescimento da demanda: 15 anos atrás era estimado que 400.000 mulheres estivessem na prostituição. Hoje muitos oficiais da polícia dizem que o número aumentou em pelo menos 30%.

· Você não precisa mais ir a Tailândia para turismo sexual, você vê turistas sexuais de todo o mundo chegando em grupos — ônibus transportam turistas direto do aeroporto de Frankfurt para os megabordeis.

Novas garotas no bordel Calígula em Berlim. A absoluta sex-oferta matadora: 20min = 20 euros.

Nós temos bordéis “taxa única”. Por 70 euros eles oferecem uma cerveja, uma salsicha e mulheres ilimitadas. Uma cadeia de bordeis “taxa-única” chamada “Pussy-Club” foi manchete quando, no dia de sua inauguração em junho de 2009, 1700 homens formaram fila para entrar. As longas filas do lado de fora do quarto das mulheres duraram até a hora do fechamento quando muitas mulheres entraram em colapso devido à exaustão, dores, ferimentos, e infecções, incluindo dolorosas coceiras e infecções por fungos que se espalhavam dos seus genitais pelas pernas abaixo. [4]

Nós observamos a redução do pagamento para as mulheres: 30 euros para relação sexual, enquanto elas devem pagar em torno de 160 euros pelo quarto e 25 euros de impostos por dia. Então elas têm que servir 6 homens antes de começar a ganhar qualquer dinheiro. Nas ruas o pagamento começa em 5 euros.

“Verrichtungsboxen”, os bordéis-estábulos.

As condições de trabalho tornaram-se um desastre. Eles desenvolveram “Verrichtungsboxen”, que significa “coisas que são feitas em uma caixa”, como estábulos, sem água, banhei­­ros, nada.

Prostíbulos em garagens.

Ou prostíbulos garagem.

Vemos a banalização da prostituição:

· Publicidade em todos os lugares. O guia turístico oficial de Munique tem promoções para bordeis.

· Recrutamento de mulheres na rua como “acompanhantes femininas”.

· É comum que jovens celebrem a graduação escolar em bordeis.

· Uma visita turística dos bordeis é oferecida para novos estudantes em Berlim.

Inauguração do distrito “red light” em Frankfurt, setembro de 2016.

Ou aqui, há duas semanas em Frankfurt: uma tarde de inauguração no distrito “red light”(*). Mesmo sabendo que o distrito está nas mãos dos Hells Angels, um grupo do crime organizado, os habitantes vieram comemorar o dia.

Violência contra mulher tornou-se violência estrutural, significa que a sociedade, instituições (as autoridades políticas, educacionais, executivas e legislativas) não estão mais a questionando. A violência está internalizada.

Vitrine de uma boutique de roupas comuns na minha cidade, setembro de 2016.

Aqui na minha cidade, também há 2 semanas atrás: essa é uma boutique normal que teve a ideia de fazer publicidade desse jeito. A prostituição afeta a todos, não somente as mulheres na prostituição.

A meta da lei — que era proteger e dar apoio para as mulheres na prostituição — falhou completamente: dessas 400.000 mulheres, apenas 44 são registradas como proprietárias de negócios. [6] Mais da metade dessas mulheres trabalham ilegalmente, significando que elas não têm qualquer seguro social e não têm acesso aos serviços médicos na Alemanha. (1) Então, mesmo que elas tenham uma gripe, elas não têm a possibilidade de se consultar com um médico. Existe um enorme problema com mulheres grávidas que não podem pagar por um aborto ou nascimento da criança em um hospital. Muito frequentemente elas abandonam a criança. [7]

Os inspetores de polícia dizem sentir-se desamparados. Manfred Paulus, um inspetor criminal que trabalhou por anos em campo, diz que com essa lei a Alemanha tornou-se o Eldorado para traficantes, cafetões e donos de bordeis. [8] As mulheres que vêm do exterior para trabalhar no distrito “red light” não conhecem a Alemanha que os alemães conhecem e desfrutam. Não, elas são prisioneiras de uma sociedade paralela de alta criminalidade. [9]

Essas mulheres vivem sob o medo constante: o medo de clientes violentos, medo de não ganhar o suficiente para pagar os custos fixos diários, o medo de adoecer, o medo de engravidar, o medo da polícia, o medo dos cafetões, o medo dos donos dos bordeis, o medo da competição…

A lei de 2002 não ajudou a prevenir o tráfico: em 2000, 151 pessoas foram condenadas por tráfico humano, em 2011 apenas 32. A polícia registrou 636 casos de mulheres traficadas em 2011, 3 vezes menos que 10 anos antes. 13 delas tinham menos que 14 anos, 77 tinham menos de 18. [10] A polícia reclama que tem pouco poder para intervir na situação, porque sem provas inquestionáveis, eles não podem entrar nos bordeis. Além disso, os procedimentos legais dependem do depoimento das mulheres. E muitas das vezes elas estão com medo demais para prestar testemunho e os trâmites são paralisados. [11]

A lei que proíbe a cafetinagem era fácil de contornar, eles simplesmente se tornaram hoteleiros alugando quartos para as profissionais do sexo.

Estima-se que 1,2 milhões de homens compram sexo todos os dias. 18% são consumidores regulares, 80% já estiveram em bordel. [12]

Nós observamos a crescente perversão entre os clientes do sexo. Práticas estão se tornando mais perigosas com o aumento da violência contra as mulheres e o lapso de proteção para elas. Foram feitas pesquisas que examinam a violência na prostituição:

  • O estudo de Zumbek em 2001 na Alemanha descobriu que 70% das prostitutas sofreram violência física. [13]
  • O estudo feito pelo Ministério da Família da Alemanha em 2004 declarou que: 82% mencionaram sofrer violência psicológica, 92% sofreram violência sexual.[14]

Apenas considerando esses números, é difícil dizer que esse é um trabalho como outro qualquer. E essas pesquisas datam de mais de 10 anos atrás — As coisas pioraram muito na Alemanha.

Isso é o que a dominatrix Ellen Templin já tinha observado em 2007: “Desde a regulamentação podemos observar que não apenas a propaganda tornou-se sem inibições, os clientes de sexo tornaram-se mais brutais. Isso foi de dia pra noite. Hoje em dia, se você diz: “Não, eu não faço isso,” você geralmente obterá a resposta, “Vamos lá, não seja tão difícil, esse é o seu trabalho”. Antes era proibido requisitar sexo sem proteção. Hoje, clientes perguntam ao telefone se eles podem urinar no seu rosto, querem fazer sexo sem camisinha, querem fazer anal e oral sem preservativo. Nos dias de hoje isso é comum. Antes os clientes ainda tinham a consciência culpada. Isso não existe mais hoje, eles querem mais e mais.” [15]

Existe um “cardápio” circulando na internet, onde clientes podem escolher o que eles querem numa longa lista à la carte. [16]

Eu vou dar alguns exemplos:

AF = Algierfranzösisch (Zungenanal) — língua anal.

AFF = Analer Faustfick (die ganze Hand im Hintereingang) — Fist Fucking anal (enfia-se a mão até o punho no ânus).

AO = alles ohne Gummi — Tudo sem camisinha.

Braun-weiß = Spiele mit Scheiße und Sperma — Brincar com fezes e esperma.

DP = Doppelpack (Sex mit zwei Frauen) oder: double Penetration (zwei Männer in einer Frau) — Sexo com 2 mulheres ou dupla penetração (2 homens e 1 mulher).

EL = Eierlecken — Lamber o saco escrotal.

FFT = Faustfick total — Fist Fuck total.

FP = Französisch pur (Blasen ohne Gummi und ohne Aufnahme) — Oral sem camisinha.

FT = Französisch total doppeldeutig: Blasen ohne Gummi mit Spermaschlucken und seltener:Blasen ohne Gummi bis zum Finale — Oral sem camisinha e engolindo o esperma.

GB = Gesichtsbesamung (manchmal auch Gangbang, also Gruppensex, aber mit deutlichem Männerüberschuss) Ejacular no rosto.

GS = Gruppensex — Sexo Grupal.

Kvp = Kaviar Passiv (Frau lässt sich anscheißen) — Homem defeca em mulher.

SW = Sandwich, eine Frau zwischen zwei Männern — Uma mulher entre dois homens.

tbl, = tabulos, ALLES ist erlaubt — Sem tabu, TUDO é permitido.

ZA = Zungenanal (am / im Hintereingang lecken) — Lamber o ânus.

Existem sites na internet em que clientes dividem suas experiências onde você pode ler: “Eu abri as bandas da bunda dela e devagar empurrei meu pau dentro dela, o que foi acompanhado por um gemido baixo. Quando eu estava perto de terminar e fodendo ela cada vez mais e mais violentamente, ela queria que eu parasse e fodesse ela na vagina. Eu não queria. Desculpa, Vanessa! Depois de mais algumas estocadas violentas eu disparei minha munição e empurrei fundo nela de novo.” [17]

Promoção: Novas garotas por 40 euros.

Os compradores de sexo querem distração. Mulheres são chamadas “Frischfleisch”, que significa: carne fresca. Mais da metade das prostitutas não tem endereço fixo, mas são mandadas de uma cidade para outra. Às vezes, elas nem mesmo sabem em que cidade estão. As mulheres vivem em bordeis, comem e dormem no mesmo quarto em que servem os compradores de sexo. Elas dormem aproximadamente 5 horas por dia. O resto do tempo, elas devem estar prontas para os clientes. Aqui está uma propaganda anunciando novas garotas.

Existe um estudo médico recente de um ginecologista, Dr. Wolfgang Heide, que está trabalhando com mulheres prostituídas. As condições de saúde dessas mulheres são catastróficas. Com 30 anos elas já estão comumente envelhecidas precocemente. Todas as mulheres têm dores abdominais persistentes. Gastrite e infecções frequentes, também em decorrência das condições de vida e saúde precárias. E claro, todos os tipos de doenças sexualmente transmissíveis.

Na quarta-feira estamos organizando uma festa de sexo grupal com a garota de 19 anos Tina, grávida de 6 meses, 35 euros.

O trauma psicológico só pode ser suportado com álcool e drogas farmacêuticas. Ele avisa sobre o crescimento da demanda por mulheres grávidas na prostituição. Essas mulheres tem que servir de 15 a 40 homens por dia continuamente até darem a luz. Muitas vezes, elas abandonam a criança para voltar ao trabalho o mais rápido possível. Algumas 3 dias depois de dar a luz. Essas práticas são totalmente irresponsáveis para a saúde da mãe e da criança. Podem causar danos irreversíveis para a criança ainda no ventre. E toda mãe sabe que leva um tempo depois do parto antes que a relação sexual seja possível de novo sem provocar dor. [18]

Sob essas condições, nenhuma mulher alemã se acha capaz de fazer esse “trabalho”. O retrato das mulheres na prostituição mudou. Com a abertura da Europa para o leste, mulheres vêm das regiões mais pobres da Europa: Romênia, Bulgária — e geralmente minorias como os Romani que vivem na extrema pobreza. Hoje, cerca de 95% das prostitutas vem de outros países. Tornou-se a prostituição da pobreza. [19]

Sabine Constabel, assistente social que trabalhou em Stuttgart com mulheres prostituídas por mais de 20 anos, disse o seguinte: “30% dessas mulheres são jovens, abaixo dos 21 anos de idade. Geralmente sacrificadas pela própria família para ajudá-los financeiramente. A maioria não fala alemão, e algumas delas são analfabetas. E frequentemente eram virgens antes. Essas jovens vêm para Alemanha e são sujeitadas aos desejos mais perversos dos clientes. Elas não são capazes de dizer “não”, de se defender. Elas são completamente subjugadas pela situação e completamente traumatizadas por ela. Muitas delas pedem drogas psicotrópicas imediatamente depois da primeira experiência. Elas dizem: “De outra forma, não dá pra sobreviver a isso.” Algumas delas estão há apenas poucos dias na prostituição e dizem: “Eu estou morta aqui, e não posso mais sorrir.” Outras aguentam por anos e dizem: “Eu tenho crianças em casa, eu tenho que sustentá-las.” Essas mulheres estão muito traumatizadas, elas desenvolvem depressão, pesadelos e problemas físicos; elas somatizam, têm dores no estômago, ficam doentes e sofrem. Elas se tornam desesperançadas, elas não querem fazer esse trabalho horrendo.” [20]

Eu fui convidado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para falar na conferência de Dublin [21] no ano que vem sobre a saúde mental das mulheres prostituídas na Alemanha. O que eu posso dizer? O que é a situação da saúde mental de uma mulher ser reduzida a um pedaço de carne? Elas estão totalmente destruídas. Uma mulher que está trabalhando em um programa de ajuda para mulheres que desejam sair da prostituição me disse que existem poucas mulheres saindo da prostituição. Elas ficarão até o colapso físico. É só uma questão de tempo. Eu pergunto a mim mesmo, por que é assim? Porque a vontade delas foi quebrada. Elas não estão mais existindo como pessoa que tem uma identidade e um futuro que elas podem imaginar para elas. Nós estamos falando sobre um processo de trauma complexo.

O modelo germânico está produzindo o inferno na terra. As vidas e os direitos dessas mulheres estão sendo sacrificados, mas pelo que? Eles estão defendendo a nossa democracia? É para proteger nossa terra de invasores ou terrorismo? Não, essas mulheres estão sendo sacrificadas para que alguns homens possam ter sexo quando eles quiserem e com quem eles quiserem. E esse é o problema. Nós temos que focar nos compradores de sexo.

O comprador de sexo é uma construção social, não é uma fatalidade, um destino. Os números pelo mundo inteiro provam: Na Inglaterra, 7% dos homens são clientes da prostituição, na Espanha 39%, 37% no Japão, 73% na Tailândia…[23]. Isso é resultado de uma educação desigual entre os gêneros. A prostituição não resolve os problemas dos homens, está aumentando o medo deles de entrar em um relacionamento igualitário com as mulheres. [23]

ingeborg kraus - nova geração de homens

Quando nós falamos de prostituição, nós temos que pensar em que tipo de sociedade nós queremos, não apenas em termos de redução de danos. Nós precisamos de uma nova geração de homens que não recorra à exploração sexual e dominação das mulheres para definir a si mesmo. [24] É falacioso pensar que a sexualidade masculina não é controlável. Homens têm que aprender novos meios de lidar com as frustrações.

Normalizar prostituição significa cimentar a desigualdade entre homens e mulheres e aceitar a violência contra mulheres. E isso diz respeito a todos nós, mulheres e homens. É por isso que a Alemanha precisa do modelo nórdico.

Obrigado!


Bibliografia:

[1] Manuela Schon: Legalized prostitution turned Germany into the bordello of europe, we should be ashamed, 09.05.2016, in Feministcurrent: http://www.feministcurrent.com/2016/05/09/legalization-has-turned-germany-into-the-bordello-of-europe-we-should-be-ashamed/

[2] Michael Jürgs: Sklavenmarkt Europa, 2014, Bertelsmann, P. 327.

[3] Chantal Louis : Die Folgen der Prostitution , Alice Schwarzer HG, Prostitution, ein Deutscher Skandal, 2013, KIWI, p. 70–87.

[4] Der Spiegel: Bordell Deutschland. 27.05.2013 . http://www.spiegel.de/international/germany/human-trafficking-persists-despite-legality-of-prostitution-in-germany-a-902533-2.html

[5] Radio Interview with the Domina Ellen Templin, 08.03.2010. http://abolition2014.blogspot.de/2014/05/interview-mit-einer-domina.html

[6] TERRE DES FEMMES: http://frauenrechte.de/online/index.php/themen-und-aktionen/frauenhandel/prostitution

[7] Dr. Lutz Besser: Stellungnahme zur Anhörung zum Entwurf eines Gesetzes zur Regelung des Prostitutionsgewerbes sowie zu Schutz von in der Prostitution tätigen Personen. 04.06.2016. http://www.trauma-and-prostitution.eu/2016/06/04/lutz-besser-stellungnahme-zum-prostituiertenschutzg/

[8] Manfred Paulus: Menschenhandel, 2014, Verlag Klemm+Oelschläger, p. 107.

[9] Manfred Paulus: Menschenhandel, 2014, Verlag Klemm+Oelschläger, p. 112.

[10] Geneviève Duché: Non au système prostitutionnel, 2015, Editions Persée, p. 170.

[11] http://www.spiegel.de/international/germany/human-trafficking-persists-despite-legality-of-prostitution-in-germany-a-902533-2.html

[12] Udo Gerheim, die Produktion des Freiers, 2012, Transcript, p. 7.

[13] Zumbeck, Sibylle: « Die Prävalenz traumatischer Erfahrungen, Posttraumatische Belastungsstörungen und Dissoziation bei Prostituierten », Hamburg, 2001.

[14] Studie von Schröttle & Müller 2004 in: Bundesministerium für Familie, Senioren, Frauen und Jugend : Gender Datenreport, Kapitel 10: Gewalthandlungen und Gewaltbetroffenheit von Frauen und Männern, 2004, p. 651–652.

[15] Radio Interview mit Ellen Templin am 08.03.2010: http://www.wueste-welle.de/redaktion/view/id/114/tab/weblog/article/34860/Interview_mit_einer_Domina.html

[16] http://www.traummaennlein.de/

[17] www.freiersblick.de

[18] Dr. Wolfgang Heide: Stellungnahme zur öffentlichen Anhörung zur „Regulierung des Prostitutionsgewerbes“ im Ausschuss für Familie, Senioren, Frauen und Gesundheit im Deutschen Bundestag am 06. Juni 2016 http://www.trauma-and-prostitution.eu/2016/06/05/stellungnahme-von-wolfgang-heide-facharzt-fuer-gynaekologie-und-geburtshilfe/

[19] Manfred Paulus: Menschenhandel, 2004, Verlag Klemm+Oelschläger, p. 109.

[20] TV Interview with Sabine Constabe, 17.03.2013 in SWR1 Leute:

https://www.youtube.com/watch?v=BpCPKDRcFg0

[21] http://iawmh2017.org/wp/

[22] Claudine Legardinier: Prostitution: une guerre contre les femmes, 2015, Editions Syllepse, p. 95.

[23] Claudine Legardinier und Said Bouamama: Les clients de la prostitution, 2006, Presses de la Renaissance, p. 235.

[24] Udo Gerheim: die Produktion des Freiers, 2012, Transcript, p. 297.

Homens legais não compram sexo

Escrito por: Nordic Model Now!

Traduzido por Carol Correia


Apoiamos a campanha #HomensLegaisNãoCompramSexo e pedimos aos brasileiros para se juntarem a essa campanha, afinal cafetões e traficantes de pessoas não conseguiriam vender meninas e mulheres se não soubessem que existia uma demanda para comprá-las.
Está na hora de apoiarmos as pessoas a serem humanas e repudiarmos toda e qualquer exploração sexual.
Mulheres Contra o Estupro Pago

Nós estamos chamando aos homens para que se juntem a uma campanha de mídia social #CoolMenDontBuySex (#HomensLeagaisNãoCompramSexo) para aumentar a conscientização de que a compra da prostituição é prejudicial e impulsiona a vasta indústria de prostituição, a maioria dos quais US$ 186 bilhões de negócios globais anualmente vão para os bolsos de cafetões e traficantes.

Estima-se que existem 11 milhões de vítimas de tráfico sexual em todo o mundo, dos quais 96% são mulheres e meninas. Isso representa uma quantidade inimaginável de miséria humana e sofrimento.

tabela - homens legais não compram sexo

Sejamos diretos, é o dinheiro que os homens comuns pagam pela prostituição que impulsiona essa indústria exploradora.

Toda vez que um homem compra sexo[1] em qualquer lugar do mundo, ele contribui para essa exploração implacável.

Homens legais não compram sexo.

 

Mas e quanto a…

Mas não é exatamente assim, dizem muitas pessoas – ela escolheu fazê-lo e, portanto, é consensual e completamente ético. Para essas pessoas, dizemos, por favor, eduque-se sobre a realidade.

Para aqueles que dizem que estão permitindo que ela tenha uma renda, dizemos por que não lhe dar algum dinheiro sem restrições e fazer campanha para uma sociedade mais igual e justa?

Para aqueles que dizem que os problemas com a prostituição seriam resolvidos se apenas o legalizássemos (ou o descriminalizássemos completamente), por favor descubra o que aconteceu na Nova Zelândia e na Alemanha.

 

A campanha #CoolMenDontBuySex (#HomensLegaisNãoCompramSexo)

A prostituição é intrinsecamente violenta e é um dos principais mecanismos que mantém a dominância masculina. Não acreditamos que a prostituição seja inevitável. E se queremos um mundo mais justo e humano, precisamos trabalhar para acabar com isso.

Nós já temos uma lei na Inglaterra e no País de Gales que faz com que seja um delito comprar sexo de alguém que tenha sido coagido. Mas não é eficaz. É por isso que precisamos do modelo nórdico, o que torna a compra de sexo por si só um delito, com o objetivo principal de mudar as normas sociais em torno da prostituição. Esta abordagem também diminui a cafetinagem e descriminaliza aqueles que vendem sexo e lhes fornece serviços e rotas genuínas.

O modelo nórdico exige pensarmos sobre a prostituição de maneira diferente e precisamos nos conscientizar isso. A campanha #CoolMenDontBuySex (#HomensLegaisNãoCompramSexo) é uma forma de ajudar a aumentar essa consciência.

A Apne Aap, uma organização a favor do modelo nórdico que ajuda as mulheres e as meninas na indústria do sexo na Índia, iniciou uma campanha #CoolMenDontBuySex (#HomensLegaisNãoCompramSexo) há alguns anos. Queremos construir seu excelente trabalho e trazer a campanha para o Reino Unido.

Nós estamos chamando os homens para que tirem selfies segurando um sinal #CoolMenDontBuySex (#HomensLegaisNãoCompramSexo) e as publiquem nas mídias sociais sob a hashtag. Ou nos envie por correio eletrônico (nordicmodelnow@gmail.com) para que nós os publicaremos.

 

Mas a ideia de que homens deveriam ser “legais” angustiante?

Alguns dos homens com quem falamos expressaram reservas sobre o uso da palavra “legal”. Um deles disse: “parece parte da pressão angustiante que levou os homens à bagunça que nós estamos agora”.

Ele tem um ponto válido. Nós consideramos uma série de outros hashtags, incluindo #MenWithIntegrityDontBuySex (#HomensComIntegridadeNãoCompramSexo), #MenStandingAgainstBuyingSex (#HomensSePosicionandoContraACompraDoSexo), #MenForGenuineHumanConnection (#HomensPelaConexãoHumanaGenuína) e #PornSoakedMenAreUnfuckable. Todos têm seus pontos fortes, mas não pensamos que nenhum deles fluía tão facilmente como #CoolMenDontBuySex (#HomensLegaisNãoCompramSexo).

Use qualquer um deles. Mas seria ótimo se você também pudesse adicionar a hashtag #CoolMenDontBuySex (#HomensLegaisNãoCompramSexo) para a publicação em redes sociais.

Aqui está Ian fazendo sua própria plaquinha:

#HomensLegaisNãoCompramSexo nem os homens que não são descolados como eu

 

 

Comprar na prostituição sabota a chance dos homens de felicidade real

A Universidade de Harvard concluiu recentemente um estudo sobre a satisfação da vida masculina. Dirigido por Robert Waldinger, este foi um dos maiores estudos de seu tipo já realizado, rastreando 700 homens de mais de 75 anos.

Sua conclusão esmagadora foi que a qualidade e o conforto das relações pessoais, familiares e comunitárias ao longo de suas vidas foram o fator mais importante na determinação da felicidade e da satisfação da vida dos homens e, até mesmo, para sua saúde física e estabilidade financeira.

A pesquisa mostra que os homens que compram sexo são mais propensos a cometerem estupro e outras formas de violência masculina contra mulheres e crianças e são menos propensos a sentirem empatia por mulheres. A pesquisa sobre os efeitos do uso de pornografia mostra resultados semelhantes.

Não é possível ter boas e calorosas relações sem empatia. Portanto, abandonar o uso da pornografia e da compra de sexo não é apenas no melhor interesse das mulheres e dos filhos, mas também na dos homens.

Homens legais não compram sexo.

Assista a conversa TED de Robert Waldinger

Assista ao vídeo da Apne Aap

1 mulher, 18 homens, 1 dia

 

Leituras complementares:


[1] “Comprar sexo” e “comprador do sexo” não são nossos termos favoritos porque eles diminuem a desigualdade e o abuso inerentes à prostituição. A prostituição é mais como um homem que aluga uma mulher para uso sexual. Mas, às vezes, há um lugar para o compromisso no interesse da acessibilidade. Consulte Terminologia para obter mais informações sobre isso.