Homens legais não compram sexo

Escrito por: Nordic Model Now!

Traduzido por Carol Correia


Apoiamos a campanha #HomensLegaisNãoCompramSexo e pedimos aos brasileiros para se juntarem a essa campanha, afinal cafetões e traficantes de pessoas não conseguiriam vender meninas e mulheres se não soubessem que existia uma demanda para comprá-las.
Está na hora de apoiarmos as pessoas a serem humanas e repudiarmos toda e qualquer exploração sexual.
Mulheres Contra o Estupro Pago

Nós estamos chamando aos homens para que se juntem a uma campanha de mídia social #CoolMenDontBuySex (#HomensLeagaisNãoCompramSexo) para aumentar a conscientização de que a compra da prostituição é prejudicial e impulsiona a vasta indústria de prostituição, a maioria dos quais US$ 186 bilhões de negócios globais anualmente vão para os bolsos de cafetões e traficantes.

Estima-se que existem 11 milhões de vítimas de tráfico sexual em todo o mundo, dos quais 96% são mulheres e meninas. Isso representa uma quantidade inimaginável de miséria humana e sofrimento.

tabela - homens legais não compram sexo

Sejamos diretos, é o dinheiro que os homens comuns pagam pela prostituição que impulsiona essa indústria exploradora.

Toda vez que um homem compra sexo[1] em qualquer lugar do mundo, ele contribui para essa exploração implacável.

Homens legais não compram sexo.

 

Mas e quanto a…

Mas não é exatamente assim, dizem muitas pessoas – ela escolheu fazê-lo e, portanto, é consensual e completamente ético. Para essas pessoas, dizemos, por favor, eduque-se sobre a realidade.

Para aqueles que dizem que estão permitindo que ela tenha uma renda, dizemos por que não lhe dar algum dinheiro sem restrições e fazer campanha para uma sociedade mais igual e justa?

Para aqueles que dizem que os problemas com a prostituição seriam resolvidos se apenas o legalizássemos (ou o descriminalizássemos completamente), por favor descubra o que aconteceu na Nova Zelândia e na Alemanha.

 

A campanha #CoolMenDontBuySex (#HomensLegaisNãoCompramSexo)

A prostituição é intrinsecamente violenta e é um dos principais mecanismos que mantém a dominância masculina. Não acreditamos que a prostituição seja inevitável. E se queremos um mundo mais justo e humano, precisamos trabalhar para acabar com isso.

Nós já temos uma lei na Inglaterra e no País de Gales que faz com que seja um delito comprar sexo de alguém que tenha sido coagido. Mas não é eficaz. É por isso que precisamos do modelo nórdico, o que torna a compra de sexo por si só um delito, com o objetivo principal de mudar as normas sociais em torno da prostituição. Esta abordagem também diminui a cafetinagem e descriminaliza aqueles que vendem sexo e lhes fornece serviços e rotas genuínas.

O modelo nórdico exige pensarmos sobre a prostituição de maneira diferente e precisamos nos conscientizar isso. A campanha #CoolMenDontBuySex (#HomensLegaisNãoCompramSexo) é uma forma de ajudar a aumentar essa consciência.

A Apne Aap, uma organização a favor do modelo nórdico que ajuda as mulheres e as meninas na indústria do sexo na Índia, iniciou uma campanha #CoolMenDontBuySex (#HomensLegaisNãoCompramSexo) há alguns anos. Queremos construir seu excelente trabalho e trazer a campanha para o Reino Unido.

Nós estamos chamando os homens para que tirem selfies segurando um sinal #CoolMenDontBuySex (#HomensLegaisNãoCompramSexo) e as publiquem nas mídias sociais sob a hashtag. Ou nos envie por correio eletrônico (nordicmodelnow@gmail.com) para que nós os publicaremos.

 

Mas a ideia de que homens deveriam ser “legais” angustiante?

Alguns dos homens com quem falamos expressaram reservas sobre o uso da palavra “legal”. Um deles disse: “parece parte da pressão angustiante que levou os homens à bagunça que nós estamos agora”.

Ele tem um ponto válido. Nós consideramos uma série de outros hashtags, incluindo #MenWithIntegrityDontBuySex (#HomensComIntegridadeNãoCompramSexo), #MenStandingAgainstBuyingSex (#HomensSePosicionandoContraACompraDoSexo), #MenForGenuineHumanConnection (#HomensPelaConexãoHumanaGenuína) e #PornSoakedMenAreUnfuckable. Todos têm seus pontos fortes, mas não pensamos que nenhum deles fluía tão facilmente como #CoolMenDontBuySex (#HomensLegaisNãoCompramSexo).

Use qualquer um deles. Mas seria ótimo se você também pudesse adicionar a hashtag #CoolMenDontBuySex (#HomensLegaisNãoCompramSexo) para a publicação em redes sociais.

Aqui está Ian fazendo sua própria plaquinha:

#HomensLegaisNãoCompramSexo nem os homens que não são descolados como eu

 

 

Comprar na prostituição sabota a chance dos homens de felicidade real

A Universidade de Harvard concluiu recentemente um estudo sobre a satisfação da vida masculina. Dirigido por Robert Waldinger, este foi um dos maiores estudos de seu tipo já realizado, rastreando 700 homens de mais de 75 anos.

Sua conclusão esmagadora foi que a qualidade e o conforto das relações pessoais, familiares e comunitárias ao longo de suas vidas foram o fator mais importante na determinação da felicidade e da satisfação da vida dos homens e, até mesmo, para sua saúde física e estabilidade financeira.

A pesquisa mostra que os homens que compram sexo são mais propensos a cometerem estupro e outras formas de violência masculina contra mulheres e crianças e são menos propensos a sentirem empatia por mulheres. A pesquisa sobre os efeitos do uso de pornografia mostra resultados semelhantes.

Não é possível ter boas e calorosas relações sem empatia. Portanto, abandonar o uso da pornografia e da compra de sexo não é apenas no melhor interesse das mulheres e dos filhos, mas também na dos homens.

Homens legais não compram sexo.

Assista a conversa TED de Robert Waldinger

Assista ao vídeo da Apne Aap

1 mulher, 18 homens, 1 dia

 

Leituras complementares:


[1] “Comprar sexo” e “comprador do sexo” não são nossos termos favoritos porque eles diminuem a desigualdade e o abuso inerentes à prostituição. A prostituição é mais como um homem que aluga uma mulher para uso sexual. Mas, às vezes, há um lugar para o compromisso no interesse da acessibilidade. Consulte Terminologia para obter mais informações sobre isso.