Mito: Regulamentar torna a prostituição segura

Por Nordic Model Now
Traduzido por Carol Correia

Um dos argumentos comuns para regulamentar a prostituição é fazer com que ela seja incluída na legislação de Saúde e Segurança, para que seja mais segura para as mulheres. No entanto, esta abordagem não considera que os compradores sexuais são eles próprios a fonte de danos.

Dentist in goggles, mask, gown and gloves
Dentista de óculos, máscara e luvas

Em qualquer outra ocupação em que haja risco de exposição a fluidos corporais de outras pessoas, os trabalhadores devem usar máscaras, luvas, óculos de proteção e roupas de proteção.

Os preservativos não chegam nem perto de reduzir o risco de prostituição para um nível comparável àqueles enfrentados pelos trabalhadores, digamos, na odontologia ou na enfermagem, porque os preservativos escorregam e rompem e os compradores sexuais se recusam a usá-los. E os preservativos não protegem a pessoa na prostituição da saliva, do suor e de outros fluidos corporais do comprador; nem protegem de danos nos orifícios e órgãos internos causados por atrito e penetrações fortes e prolongadas; nem protegem da violência dele.

Os padrões de saúde e segurança exigem que os empregadores repensem práticas de trabalho para eliminar o risco excessivo. Na prostituição, isso exigiria que os participantes usassem roupas de proteção completas e a proibição de qualquer contato íntimo. Isso, naturalmente, mudaria a natureza da prostituição.

Quando não é possível tornar o trabalho seguro, as indústrias são frequentemente fechadas. Por exemplo, a indústria do amianto foi fechada porque os riscos eram muito grandes e havia alternativas disponíveis.

Nós acreditamos que a prostituição nunca pode ser feita segura e, portanto, pedimos a sua abolição.

Isso não significa sugerir que as mulheres na prostituição não devem ter toda a assistência disponível para reduzir os danos e minimizar os riscos envolvidos. O desejo de reduzir os danos é um dos principais argumentos para a total descriminalização das mulheres envolvidas, conforme preconizado pelo Modelo Nórdico.

Leitura adicional

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Publicado por

solemgemeos

Advogada. Especialista em Direito Constitucional. Especialista em Processo Penal. Mulher. "Parda". Potiguar. email: carolcorreia21@yahoo.com.br

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